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Eucaristia

A Eucaristia é o sacramento em que recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, tornando presente o sacrifício de Jesus na cruz. Celebrada na Santa Missa, ela alimenta a fé, fortalece a união com Deus e com a comunidade, e é considerada o centro da vida cristã.

O que é?


"'A Eucaristia é 'fonte e ápice de toda a vida crista'. 'Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa.'" (CIC, 1324)


Também conhecido como sacramento da comunhão, ele foi instituído por Jesus na última ceia, onde ele consagrou o pão e o vinho em seu próprio corpo e sangue. A eucaristia é a memória do sacrifício pascal de Cristo, que por amor a todos, não somente ofertou-se na cruz, mas também oferta-se novamente em todas as celebrações eucarísticas. 


"O mandamento de Jesus de repetir seus gestos e suas palavras 'até que ele volte' não pede somente que se recorde de Jesus e do que ele fez. Visa à celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, de sua vida, de sua Morte, de sua Ressureição e de sua intercessão junto ao Pai'." (CIC, 1341)


Somente os ministros ordenados(Padres e Bispos) podem presidir a celebração eucarística. Quando o sacerdote repete as palavras de Cristo, o pão e o vinho se transubstanciam no corpo, sangue, alma e divindade de Jesus. A palavra "transubstanciação" significa que, o pão, ao ser consagrado, tem sua substância alterada, fisicamente ainda se verá o pão, mas na realidade, é o próprio Deus que se faz presente ali, se ocultando sobre as aparências do pão e do vinho.


Por que receber este sacramento?


O próprio Jesus nos exorta a receber-lhe na eucaristia:  "Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: se vocês não comem a carne do Filho do Homem e não bebem o seu sangue, não terão vida em vocês." (Jo 6,53) 


Mas para receber a comunhão, é necessário que a alma do fiel esteja preparada para tão grande momento. Ou seja, a alma deve estar em estado de graça, caso tenha consciência de ter cometido algum pecado grave, deve antes buscar o sacramento da penitência. 

Ao receber a comunhão, somos fortalecidos na graça divina e entramos em comunhão intima com Deus, que agora habita não somente espiritualmente o fiel, mas também fisicamente. "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele." (Jo 6,56) 


A eucaristia nos fortalece na busca por Deus, renovando a caridade espiritual e as graças recebidas no batismo. Ela também fortalece o fiel na luta contra qualquer pecado. Em adição, a comunhão compromete o fiel com o serviço dos mais pobres, como afirma São João Crisóstomo:


"Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos os teus pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, te tornaste mais misericordioso."


Como ela é celebrada?


A missa(celebração eucarística) é o centro da vida da igreja, pois é nela que os fiéis se reúnem em comunidade, em prol de celebrar o memorial da páscoa de Cristo. A missa desdobra-se em dois grandes momentos: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. Na primeira, é onde são proclamadas as leituras, é proferida a homilia e a oração universal. Já na Liturgia Eucarística, há a apresentação do pão e do vinho, sua posterior consagração e distribuição pros fiéis. Vale ressaltar que ambas as Liturgias(Palavra e Eucaristia) constituem juntas um só ato de louvor a Deus.


"Por acaso não é exatamente esta a sequencia da Ceia Pascal de Jesus ressuscitado com seus discípulos? Estando a caminho, explicou-lhes as Escrituras, e em seguida, colocando-se à mesa com eles, 'tomou o pão, abençoou-o, depois partiu-o e distribuiu-o a eles'"(CIC, 1347)


Devido a sua grande importância na vida da igreja, e posteriormente, na vida de cada cristão. O fiel tem por dever guardar os domingos e dias de preceito da igreja. Indo participar das respectivas missas destes dias. 


"Esta prática da assembleia crista data dos inícios da era apostólica. A Epístola aos Hebreus lembra: "Não deixemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Procuremos animar-nos sempre mais" (Hb 10,25)."